

Nossa trajetória
Demanda social que queremos contribuir:
"O racismo adoece — e o cuidado precisa ser território de resistência."
"Pessoas negras e periféricas seguem enfrentando desigualdade no acesso à saúde mental e ao cuidado integral."
"A ausência de espaços seguros para o autocuidado fragiliza lideranças e comunidades."
"O índice de suicídio entre adolescentes e jovens negros no Brasil é 45% maior do que entre brancos."
(Ministério da Saúde)

"Em 2019, mais de 70% das pessoas com depressão no Brasil não receberam nenhum tratamento, em especial pessoas de menor renda."
(Instituto de Estudos para Políticas de Saúde – IEPS).
Coletividade e práticas integrativas:
Iniciamos com ações coletivas de autocuidado, como yoga, massagens ayurvédicas, meditação e rodas de conversa. Essas práticas abriram caminhos para que pessoas negras e periféricas pudessem, pela primeira vez, acessar um espaço de escuta, cuidado e bem-estar, fortalecendo tanto a saúde mental quanto laços comunitários.
Clínica de atendimento:
Com a abertura de uma clínica, expandimos o atendimento psicológico individual e coletivo, além de terapias integrativas. Esse movimento foi fundamental para garantir acesso a serviços de saúde mental em territórios onde a população negra enfrenta barreiras econômicas e institucionais para buscar esse tipo de cuidado.
Pandemia e enfrentamento ao adoecimento social:
Em 2020, durante a pandemia de COVID-19, o Núcleo Obará assumiu um papel essencial no combate ao adoecimento social e psicológico da população negra e periférica. Oferecemos atendimentos online, grupos terapêuticos, formação de terapeutas e criamos redes de apoio para lideranças comunitárias que, ao mesmo tempo em que cuidavam de suas comunidades, também precisavam cuidar de si. Mais de 400 pessoas atendidas virtualmente durante a pandemia. Rede de mulheres pretas e indígenas empreendedoras. Participação em projetos como Agentes Populares de Saúde. Contribuição com os ODS (saúde, igualdade de gênero, redução das desigualdades).
Esse período reforçou a essência do Obará: ser um espaço de resistência e sobrevivência afetiva, em um dos momentos mais críticos da história recente.
Espaço de cultura, saúde e ancestralidade:
Com a consolidação de um espaço físico próprio, o Obará integrou saúde, espiritualidade e cultura: rodas de samba, saraus, rodas de conversa, terreiro e outras expressões culturais e religiosas que fortaleceram o sentimento de pertencimento e resgate ancestral. O espaço se tornou referência de cuidado integral e de preservação da cultura negra.

